Friday, February 18, 2011

Programa da Disciplina "INTERFACES E REDES SOCIAIS NAS ORGANIZAÇÕES E NA MÍDIA"

INTERFACES E REDES SOCIAIS NAS ORGANIZAÇÕES E NA MÍDIA

Docente: Prof. Dr. Walter Teixeira Lima Junior

Ementa

Introdução sobre cognição e ciência cognitiva. Sistemas humanos de atenção e memória. Percepção visual e auditiva. Processos de interação humana e interatividade. Evolução das interfaces digitais (interação humano-computador).Tecnologias e aplicações em interfaces digitais. Design da interação. Sinais, símbolos e ícones. Linguagem multimídia, roteiro multilinear e novas possibilidades de narrativas comunicacionais (slide show, infográficos multimídia, visualização de dados, newsgames. Novas plataformas como e-papers e tablets. Fundamentos e possibilidades do áudio visual interativo – HDTV /IPTV/Web TV.Conceitos sobre comunidades virtuais, redes sociais e mídias sociais.


Objetivo
A disciplina visa dotar o aluno de visão pluridisciplinar no campo das interfaces digitais e mídia social, proporcionando: o entendimento sobre o funcionamento do ser humano quanto à captação de informação e seu armazenamento (cognição); compreensão de como as interfaces evoluíram até serem digitais e como funcionam tecnologicamente; aspectos fundamentais para construções de interfaces digitais on-line; análise dos impactos no surgimento de novas interfaces digitais.

Estratégias para aprendizagem
Aulas expositivas com discussões em grupo
Aulas com auxílio de Power Point
Leituras de textos
Exibição de audiovisual
Exibição de conteúdo via Web

Processo de avaliação
Participação na disciplina- 1,0 ponto
Entrega de textos (3) – 1,5 ponto
Apresentação de seminário – 2,0 pontos
Produção de paper – 5,5 pontos

Conteúdo Programático

Aula 1 – Apresentação do professor e da disciplina
19 de fevereiro

Informações sobre como serão ministrados os conteúdos e critérios de avaliação
Exibição do filme "Quem somos nós"

Aula 2 – “Modelos de Comunicação” e novas abordagens (Neurocomunicação)
26 de fevereiro
Discussão sobre os “Modelos de Comunicação” vigentes e a tentativa de entender os processos de comunicação humana por parte da Neurociência. Debate sobre os capítulos "A coisa mais preciosa" e "Ciência esperança" do livro "O mundo Assombrado pelos demônios", de Carl Sagan.
Filme: Numb3rs

Aula 3 - Introdução sobre cognição e ciência cognitiva
12 março
Conceitos científicos sobre Cognição e formação do campo da Ciência Cognitiva
Filme: Os mistérios da mente

Aula 4 - Sistemas humanos de atenção e memória
19 de março
Funcionamento biológico do sistema de atenção e memória e conexões com questões da comunicação social.
Filme: Em busca da memória

Aula 5 – Percepção visual e auditiva
26 de março
Aula sobre Percepções e funcionamento do sistema visual e auditivo do ser humano (Processos cognitivos de absorção e retenção de informação áudio-visual)

Atenção: entrega do texto reflexivo I (aulas 2, 3 e 4)

Aula 6 – Tecnologias Cognitivas e Processos de Interação humano-computador
2 de abril
Como as tecnologias interagem com os processos cognitivos humanos.

Aula 7 - Evolução das interfaces digitais
9 de abril
Evolução dos dispositivos audiovisuais e a conexão com as redes telemáticas Tecnologias e aplicações das Interfaces Digitais

Aula 8 – Design da Interação e Sinais, símbolos e ícones
16 abril
Estudos de comportamento em interfaces digitais online
Arquitetura da Informação
Navegabilidade
Usabilidade

Atenção: Entregar o texto de reflexão II das aulas 5, 6 e 7.

Aula 9 - Linguagem multimídia, roteiro multilinear e novas possibilidades de narrativas comunicacionais (slide show, infográficos multimídia, visualização de dados, newsgames).
30 abril
Linguagem multimídia
Roteiros
Interatividade
Usabilidade

Aula 10 - Fundamentos e possibilidades do áudio visual interativo – HDTV /IPTV/Web TV
07 de maio
Overview sobre os novos dispositivos de audiovisual digital interativo multimídia e conexões com redes sociais (Social TV)

Aula 11 - Novas plataformas como e-readers e tablets
14 de maio
Overview sobre os novos dispositivos computacionais que servem de plataforma para as linguagens estruturadas para meios impressos.

Aula 12 - Conceitos sobre comunidades virtuais, redes sociais e mídias sociais.
21 de maio
Evolução das comunidades virtuais (Usenet e Well) para redes sociais conectadas e a configuração para servirem como mídia (mídias sociais).

Entregar o texto de reflexão III das aulas 8, 9, 11 e 10

Aula 13 - Apresentação de trabalhos
28 de maio

Aula 14 - Apresentação de trabalhos
04 de junho

Aula 15 - Encerramento da disciplina
11 de junho
Aula Final
Avaliação do curso

Atividade: Entrega do paper final




Referência bibliográfica

CHURCHLAND, Paul M. Matéria e consciência: uma introdução contemporânea à filosofia da mente. São Paulo: Unesp, 1998

CORNU, Lucienne. Neurocomunicação: para compreender os mecanismos da comunicação e aumentar competências. Caxias do Sul: Educs, 2004

DUPUY, Jean-Pierre. Nas origens das ciências cognitivas. São Paulo: Unesp, 1994

FIALHO, Francisco. Ciências Cognitivas. Santa Cartarina: Insular, 2001

RUTIGER, Adrian. Sinais & Símbolos. Martins Fontes, 2001

GERARD, Alexis; GOLDSTEIN, Bob. Going Visual.
Using images to enhance productivity, decision making and profits. New Jersey: Wiley, 2005

GOSCIOLA, Viscente.
Roteiro para as novas mídias: do game à TV Interativa, 2003

GUIMARAES, Luciano. A cor como informação. Editora Annablume, 2004

________________. As cores na mídia.
Editora Annablume, 2003

GARDNER, Howard. A nova ciência da mente. São Paulo: Edusp, 2003

HEIM, Steve. The Resonant Interface. EUA: Allison Welsey, 2008

JOHNSON, Steve.
Cultura da Interface. Jorge Zahar, 2001

____________. Mind wide open. New York: Scribner, 2004

KRUG, Steve. Não me faça pensar. Alta Books, 2006

MALLOT H A, ALLEN J S. Computational Vision, Information Processing in Perception and Visual Behavior.
MIT Press, 2nd Ed, 2000

IZQUIERDO, Ivan. A arte de esquecer: cérebro, memória e esquecimento. Rio de Janeiro: Vieira & Lent, 2004

_____________. Questões sobre a memória. São Leopoldo: Unisinos, 2004

LeDOUX, Joseph. Synaptic Self: How Our brains become who we are. New York: Peguin Books, 2002

MEYER, Philippe. O olho e o cérebro. São Paulo: Editora Unesp, 2002

Morgan Kaufmann.
Information Visualization: Perception for Design. Elservier, 2004

NERO, Henrique Schutzer Del. Sítio da Mente. São Paulo: Collegium Cognitio, 1997

NORA, Paul. A linguagem audiovisual do hipertexto. IN: Hipertexto Hipermídia. São Paulo: Contexto, 2007, p 107 a 138

O´DRISCOLL, Gerard. Next Generation IPTV Services and Technologies. EUA: Wiley-Interscience, 2008

POYNTON, Charles. Digital Video And HDTV: Algorithms And Interfaces, Elservier, 2003

PREECE, Jennifer; ROGERS, Yvonne; SHARP, Helen.
Design de Interação: Além da Interação Homem-Computador. EUA: Bookman, 2005

RAMACHANDRAN, V. S. Encyclopedia of the Human Brain. San Diego: Academic Press, 2002

STOLARSKI, André. Alexandre Wollner: e a Formação do Design Moderno no Brasil.
Cosac Naify, 2005

WADE, Nicholas J. Perception and Illusion: Historical Perspectives. NY: Springer Science, 2005

STENNING, Keith; LASCARIDES, Alex; CALDER, Jo. Introduction to cognition and communication. Massassuchetts: The MIT Press, 2006

TEIXEIRA, José Fernandes Teixeira. Filosofia da Mente: neurociência, cognição e comportamento. São Carlos: Clara Luz, 2005







Wednesday, November 10, 2010

Planos da Microsoft para o Kinect

Com o lançamento do Kinect e do PlayStation Move, Microsoft e Sony se juntam à Nintendo no oferecimento de novas opções de controle, baseadas na captura de movimentos do corpo, sensores e acelerômetros.

Ainda que os efeitos sobre os games propriamente ditos ainda não sejam definitivos (menos no caso da Nintendo, que se provou um sucesso tanto comercial como de proposta), a Microsoft planeja estender o seu uso, conforme publicou o Kotaku.

Tuesday, June 09, 2009

Apocalipse do Twitter


O mascote do apocalipse no Twitter


Especialistas prevêem que a rede social de microblogs está perigosamente próxima de uma pane geral.

O problema denunciado pela empresa Wherecloud é semelhante ao que foi detectado na virada do milênio, quando foi previsto que todo software com código antigo não conseguiria reconhecer corretamente o calendário do ano 2000.

O número fatal do Twitter seria 2.147.483.647, o maior número de identificação única de posts suportado pelo banco de dados do site. Quando esse número for ultrapassado, a tendência é que todos os aplicativos que usam a API atual do Twitter deixem de funcionar corretamente. Isso seria um duro golpe para os usuários, pois as postagens via celular ou via plugins para browser são muito populares.

Para os especialistas, a falha é tão iminente, que eles criaram um site com a contagem regressiva para o momento do Twitpocalypse.

Com uma taxa média de 186 posts a cada segundo, o Twitter vem crescendo rapidamente em popularidade. No último ano, esse sucesso causou diversas interrupções no serviço, cena que ficou famosa pela ilustração de uma baleia sendo carregada por passarinhos.

Embora tudo não tenha cara de golpe de marketing, a equipe de desenvolvimento do Twitter já declarou que está ciente do problema e que trabalha em uma versão de 64 bits do seu sistema, o que afastaria a hipótese do tal “apocalipse”.

realidade aumentada para USPS

Você precisa enviar uma encomenda mas não sabe o tamanho da caixa que será necessária?

A proposta do USPS (Serviço Postal dos Estados Unidos) é justamente responder essa pergunta através de um aplicativo que faz uso de realidade aumentada.

Criada pela AKQA, a ferramenta permite que o usuário compare o tamanho do objeto que vai ser enviado com as caixas disponibilizadas pelo USPS em tempo real, capturando a encomenda com a webcam.



Friday, May 29, 2009

Infográfico

Um site com infográficos bem originais... só não sei se estão fáceis de entender...
http://www.ideafixa.com/2009/05/28/um-infografico-vale-mais-que-1000-palavras-hoje/

Thursday, May 21, 2009

Os investimentos que o New York Times está fazendo não é mais novidade para nós, que frequentamos a aula de Interfaces Digitais. Hoje, através do Twitter, vi o post do Tiago Dória comentando o assunto.

Tuesday, May 12, 2009

ORCA: SOFTWARE LIVRE PARA A INCLUSÃO DOS CEGOS

O movimento do software livre está em expansão e há muitas ferramentas interessantes que além de contribuir no trabalho, na nossa vida, nos permite participar do processo e mudar paradigmas, pois quem não sabe, ele é aberto, podendo ser modificado por qualquer pessoa que tenha conhecimento para isso. Quem quiser saber mais, é só se inteirar no assunto, que já tem muito conteúdo na internet mesmo...Eu, por exemplo, não entendo muito bem sobre o assunto, mas estou a pesquisar...rs

Olha que legal este software livre específico para cegos, está no blog do Sérgio Amadeu...

Abraços a todos,

Karina.


ORCA: SOFTWARE LIVRE PARA A INCLUSÃO DOS CEGOS.
Tiago M. C., nascido as 04:30h do dia 18/07/1985, em Salvador, me enviou a mensagem abaixo.

Tiago nasceu com Retinose Pigmentar e ficou cego. Atualmente integra o projeto Orca, leitor de tela, em software livre, para pessoas de pouca ou nenhuma visão. LINUX E OS CEGOS"Cada vez mais os programas e sistemas operacionais Fonte Aberta (Open Source) vem conquistando as pessoas de todo o mundo, empresas, escolas etc, e como não poderia ser esquecido, também vem a conquistar os Deficientes Visuais.O Linux, o sistema operacional Fonte Aberta mais difundido entre usuários doméstico, possui implementações que visa a acessibilidade dos Cegos em geral, havendo projetos, comunidades interessada em melhorar o acesso ao computador através do Linux por Cegos e algumas Distribuições Linux.Uma Distribuição Linux, é organizada para uma determinada aplicação ou uma classe de usuários, com aplicativos voltados para os mesmos, organizado desde um Disquete, um CD a 10 CDs ou mais por exemplo, DVD e etc.Apresento então, três Distribuições Linux que oferece suporte para os Cegos Brasileiros.A primeira é o Linvox sendo baseada no Kurumin Linux, com o WINE instalado e o Sistema DOSVOX, desenvolvido pelo NCE/UFRJ.A segunda Distribuição Linux, é o Oralux mantida por uma comunidade de usuários de vários países.A terceira distribuição Linux, é o Ubuntu Linux conhecido em todo o mundo, além de ter vários aplicativos, possui ferramentas de acessibilidade que permite a utilização pelos deficientes!O Linvox foi quem abriu o caminho, tornou possível a utilização maciça do GNU/Linux no Brasil pelos cegos; o Oralux foi uma distribuição menos utilizada pelos cegos brasileiros; o Ubuntu vem ganhando espaço entre os cegos brasileiros, dando a possibilidade de utilizar o ambiente gráfico com o leitor de tela Gnome-Orca, atraiu diversos cegos para a utilização desse sistema."What is Orca?Orca is a flexible, extensible, and powerful assistive technology for people with visual impairments. Using various combinations of speech synthesis, braille, and magnification, Orca helps provide access to applications and toolkits that support the AT-SPI (e.g., the GNOME desktop). Orca is also free open source software.

Monday, May 04, 2009

Cronograma para apresentação dos temas

Caros alunos, abaixo o cronograma para apresentação dos temas que serão desenvolvidos no paper (que deverá ser entregue no último dia de aula). Se alguém tiver problemas com a data, favor procurar o colega (que apresenta em outra data) e verificar a possibilidade de troca.


18 de maio
Fabio de Mello
André
Diogo
Douglas
Gabriela
Manuela

25 de maio
Bruno
Daniela
Luciana
Karina
Thiago
Paula

01 de junho
Carolina
Priscila
Cibele
Adriana
Paloma

8 de junho
Nadiégida
Ana Carolina
Juliana
Felipe
Thayane

Mais de 13.500 pessoas cantam Hey Jude em praça na Inglaterra

Oi gente, tudo bem?
Ví um lance hoje que achei muuuuuuuuuuuuuito legal.
Uma empresa de telefone celular colocou um super telão em uma praça de Londres e fez mais de 13.500 pessoas cantarem 'juntas' a música dos Beatles, como em um karaokê gigante. Exsite um canal da companhia no youtube com os vídeos da campanha e a reação das pessoas depois das 'apresentações'.

http://www.t-mobile.co.uk/sing/

Abraços

Wednesday, April 29, 2009

8º Tela Viva Móvel - 20 e 21 de maio/09 - São Paulo - SP

Oi gente, tudo bem?
Para quem se interessar...
Abraços

8º Tela Viva Móvel
Data: 20 e 21 de maio de 2009, das 9 às 18:00h
Local: Centro de Convenções Frei Caneca - Shopping Frei Caneca
Rua Frei Caneca, 569 4º andar - São Paulo - SP

Não perca, valores promocionais até a próxima segunda-feira, 04/05/09!
Participe do maior encontro de conteúdos e aplicações para celulares da América Latina.
Esta é a oportunidade de conhecer as mais recentes novidades e tendências para dispositivos móveis, no evento que é o ponto de encontro desta indústria.
Não perca! Basta preencher o formulário anexo e enviá-lo por e-mail para kelly@convergecom.com.br
Em seguida confirmaremos a sua inscrição.
Assuntos em destaque:
» O crescimento do mercado de SVA no Brasil
» Redes sociais integradas no celular
» Os melhores modelos para banda larga móvel
» A consolidação do mobile marketing
» Mobile games na era dos handsets touch-screen
» Lojas virtuais: quem ganha com o conteúdo
» Desafios para desenvolvedores de aplicativos em multiplataformas
» Plataformas abertas: desafios e oportunidades
E muito mais...
Palestrantes:
» Marco Quatorze, diretor de SVA, inovação e roaming da América Móvil
» Alexandre Fernandes, diretor de produtos e serviços da Vivo
» Fiamma Zarife, diretora de SVA da Claro
» Alexandre Buono, gerente de SVA da TIM
» Fernando Carril, gerente geral do UOL Celular
» Luis Henrique Lima, gerente de SVA da Oi
» Ricardo Ferro, diretor do iG
» Elisa Calvo, Diretora do Terra
» Omarson Costa, diretor da Microsoft
» Alexandre Vermeulen, diretor geral da Atchik-Realtime
» Eduardo Sartori, diretor de mídia interativa da Spring Wireless
» Carlos Camolesi, diretor executivo da Pinuts Studios
» Kleber Tolezani, diretor da PMóvil
» Marcelo Costa, diretor da Takenet
» Cristiane Cravo, diretora da Gemalto
» João Marcos Oliveira, gerente geral da TecToy Mobile
» Marcelo Castelo, diretor da F.biz
» Cesar S. Cesar, da Hands
» Sandra Gimenez, diretora de MTV
» Alberto Magno, presidente da M1nd Lab
entre outros.

Inscrição até 04/05/09: R$ 1.300,00
à vista no boleto ou 3 parcelas sem juros nos cartões Visa ou Amex
Obs. o valor da inscrição inclui material de apoio e coffee-breakes
Inscrição a partir de 05/05/09: R$ 1.500,00
Condições Especiais:
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- 10% de desconto para associados da AMMB*
- 10% de desconto para associados da MMA*
- Descontos especiais para 3 ou mais inscrições*
- Pagamento em até 3 vezes sem juros no cartão Visa ou Amex
* descontos não cumulativos. Valores sujeitos a alteração.

Thursday, April 23, 2009

Primeira peça de teatro com robôs estreia dia 1º de maio

Suíça será o primeiro país a receber o musical que conta com três andróides no elenco
por Época NEGÓCIOS Online

Que a tecnologia transformou a música e o cinema, já está claro. Agora, por meio da robótica, ela chega até os palcos do teatro. A partir do dia primeiro de maio, os suíços vão poder assistir um musical com três robôs no elenco.

O nome da peça não poderia ser mais direto: Robôs. A história é sobre um homem que se isolou do mundo e vive com os três robôs. Muitos anos depois eles recebem a visita de uma mulher e o humano já não sabe bem como tratá-la. São os andróides que ensinam o amigo a lidar com a humana.

O diretor do musical é Lee Maddeford, que contou com a ajuda da empresa BlueBotics para construir os três “atores” especiais. O designer dos personagens de metal se chama Luc Bergeron, e a direção de robótica é de Roland Siegwart.

Quem quiser assistir à tecnologia, vai ter que pagar uma entrada que varia entre 30 e 50 francos suíços, equivalente a ingressos entre R$ 57 e R$ 95.

Fonte: Época Negócios - http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI69561-16382,00-PRIMEIRA+PECA+DE+TEATRO+COM+ROBOS+ESTREIA+DIA+DE+MAIO.html

Tuesday, April 21, 2009

Spam polui o meio ambiente

Nunca paramos para pensar nisso. Reproduzo dois parágrafos da matéria Spam também polui: prática joga 17 toneldas de CO2 na atmosfera, no site Geek. Para ler na íntegra, clique aqui

"Segundo o site TG Daily, com esse consumo, cada spam gera 0.3 gramas de carbono, desde o momento de sua criação até o instante em que é apagado da máquina do usuário. Ao lembrarmos que 62 milhões de spams foram enviados em 2008, não é difícil chegar à conclusão de que uma enorme quantidade de carbono é enviada à atmosfera, como foi revelado na pesquisa “The Carbon Footprint of Email Spam Report”, uma parceria da McAfee com a consultoria ambiental ICF International.

O próprio manuseio de qualquer tipo de email em si, já joga 131 quilos de CO2 na atmosfera todos os anos. Desses, 22% são spams, e o ato de jogá-los for a ou filtrá-los também aumenta essa emissão, sendo um dos grandes responsáveis por isso. A McAfee declarou que os filtros eliminam 75% dos spams, e que quando o McColo, um dos maiores servidores hospedeiros de spam, foi fechado no ano passado, os envios foram reduzidos temporariamente em 70%."


Wednesday, April 15, 2009

Veja se pode...chocolate inalável

Olha só...sou uma chocolátra assumida, mas isso já é demais; o que o mercado não faz para chamar atenção, sempre a explorar os sentidos mais básicos do ser humano com invenções absurdas...imaginem...
O que acharam?
Que essa moda não pegue...


15/04/2009

Empresa americana inventa chocolate inalável

Ana Cristina Dib

Empresas e Negocios/Empresas e Negocios
O primeiro chocolate inalável do mundo: sem calorias
Pronto para um novo vício? Que tal inalar chocolate? É isso mesmo. Uma empresa americana acaba de inventar o LeWhif, o primeiro chocolate inalável do mundo. Além de satisafazer a vontade dos chocólatras, a vantagem da nova guloseima é não ter nenhuma caloria.

Segundo David Edwards, professor de Harvard e um dos criadores do LeWhif, basta inalar o produto (feito à base de aerozol) para sua boca ser preenchida com o mais puro sabor de chocolate. O cheiro é tão agradável que o cérebro entende o sinal como se a pessoa tivesse acabado de consumir uma barra de chocolate. Edwards ressalta que a invenção é apenas o começo e diz já pensar em desenvolver outros tipos de comida.

A novidade pode ser encontrada nos sabores menta, framboesa, manga, amargo e ao leite pelo preço de US$ 2,50 (em torno de R$ 5) nos Estados Unidos.
Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios Online

Tuesday, April 14, 2009

PDFs das aulas dos dias 6 e 13 de abril

Caros alunos

O conteúdo sobre Ícones

O conteúdo sobre Interfaces

Livros base :
HEIM, Steve. The Resonant Interface. EUA: Allison Welsey, 2008

JOHNSON, Steve. Cultura da Interface. Jorge Zahar, 2001

PREECE, Jennifer; ROGERS, Yvonne; SHARP, Helen. Design de Interação: Além da Interação Homem-Computador. EUA: Bookman, 2005

O conteúdo sobre Gramática Tecnológica As tecnologias de comunicação como gramáticas: meio, conteúdo e mensagem na obra de Marshall McLuhan, paper de Vinícius Andrade Pereira

Também acesse aqui o texto do Kerckhove o pesquisador que tenta continuar os trabalhos de McLuhan

Friday, April 10, 2009

A mais nova mídia: POMBOS!

Pessoal,

Li esta materia e achei muito estranhooooo!!!!

"Agência britânica irá lançar pombos com dispositivo que envia mensagens para telefones móveis nas ruas; iniciativa conta com tecnologia do exército norte-americano.
A agência britânica Creative Orchestra desenvolveu uma nova mídia que pode desagradar a muitas pessoas: os pombos equipados com GPS que podem sincronizar-se com telefones celulares. Utilizando eletromagnetismo, as aves podem sobrevoar os locais de seus "alvos". Elas utilizariam a tecnologia Byrd, que é do Exército dos Estados Unidos, que faz com que os pombos saíram de seu percurso natural e fiquem restritos a uma região pré-definida. Com isso, o target pode ser identificado por um pombo que lhe enviaria uma mensagem digital por um equipamento colado a seus pés.
A matéria do Brand Republic diz que apesar do ineditismo da idéia de se levar mensagens comerciais por pombos, essas aves são utilizadas há décadas para carregar mensagens e suprimentos para forças militares. E o mais cômico (e vergonhoso, para nós): elas já são utilizados por gangues no Brasil para levar e receber mensagens da prisão (notícia que saiu nesta quarta-feira, 1º, em diversos jornais brasileiros).
A idéia da agência, que diz ter já dois clientes interessados, é lançar 1 mil pombos da praça Trafalgar nesta quarta-feira, para mostrar a efetividade do sistema. A agência lida com a idéia de que no verão europeu, as pessoas saem mais de casa e ficam menos no computador. Além disso, a estratégia seria uma forma mais focada de publicidade out-of-home, podendo entregar a mensagem ao consumidor por um décimo do preço de outdoors."
Com informações do Brand Republic.

Monday, April 06, 2009

Banco de Dados - "Web Profunda"

Debatemos na última aula sobre banco de dados na internet...segue matéria do New York Times reproduzida pela Folha de São Paulo de 30 de março. O texto cita uma pesquisadora brasileira, Juliana Freire, professora da Universidade de Utah.

Pesquisadores tentam explorar recônditos do universo digital
Por ALEX WRIGHT

Em meados de 2008, o Google discretamente alcançou um marco: o trilionésimo endereço da sua lista. Mas, por maior que esse número pareça, ele representa apenas uma fração de toda a internet.Além desse trilhão de páginas há uma web mais vasta de dados ocultos: dados financeiros, catálogos de compras, horários de voos, pesquisas médicas e todo tipo de material guardado em bancos de dados geralmente invisíveis aos buscadores.Os desafios dos grandes mecanismos de busca para penetrarem nessa chamada "web profunda" explicam em grande parte por que eles ainda não conseguem responder satisfatoriamente a perguntas como "Qual é a melhor tarifa de voo de Nova York a Londres na próxima quinta?". Agora, está surgindo uma nova leva de tecnologias que ampliará o alcance dos buscadores até os recônditos da web. Quando isso acontecer, não só melhorará o resultado das buscas -poderá até redefinir a forma como as empresas atuam on-line.Os buscadores dependem de programas "crawlers" (rastejadores), que juntam informações seguindo as pistas dos hyperlinks que unem a rede. Embora isso funcione bem para as páginas que compõem a superfície da web, esses programas têm dificuldade em penetrar bancos de dados formulados para responderem a consultas digitadas."A web 'rastejável' é a ponta do iceberg", diz Anand Rajaraman, cofundador da Kosmix, empresa que criou um software de análise de bancos de dados que tiverem mais chances de gerarem informações relevantes, para então apresentar uma visão geral do assunto retirada de múltiplas fontes. "A maioria dos buscadores tenta ajudá-lo a encontrar uma agulha em um palheiro", disse Rajaraman. "Mas o que nós estamos tentando fazer é ajudá-lo a explorar o palheiro."O palheiro é infinitamente grande. Com milhões de bancos de dados conectados à web e incontáveis permutações de termos de busca, simplesmente não há como um buscador, por mais poderoso que seja, peneirar todas as combinações possíveis. Para extrair dados significativos da "web profunda", os buscadores têm de analisar os termos de busca do usuário e entender como mediar essas consultas junto a bancos de dados específicos.A brasileira Juliana Freire, professora da Universidade de Utah, trabalha no ambicioso projeto DeepPeep ("espiada profunda"), que pretende vasculhar e indexar todos os bancos de dados públicos da web. Extrair o conteúdo de conjuntos de dados tão díspares exige um sofisticado jogo de adivinhação informática. O DeepPeep começa fazendo um pequeno número de consultas-exemplo, "para que possamos então usar isso para ampliar nossa compreensão dos bancos de dados e escolher quais palavras procurar", disse ela. Para além da esfera das buscas para o consumidor, as tecnologias da "web profunda" podem no futuro permitir que as empresas usem os dados de um jeito novo. Por exemplo, um site de notícias locais poderia ampliar sua cobertura permitindo que os usuários consultassem registros públicos armazenados em bancos de dados do governo.

Segue uma notícia reproduzida pelo Estadão...só para constatação, pois não é nenhuma novidade, o Google quer controlar o "ciberespaço"...democracia, cadê? Os negócios, o dinheiro fala mais alto, como sempre...e por falar em Twitter, o que tem de tão diferente? Não consigo entender...me desculpem os fãs..

http://www.estadao.com.br/noticias/tecnologia,google-pode-estar-em-conversas-para-aquisicao-do-twitter,349664,0.htm

Sexta-feira, 3 de abril de 2009, 16:43 | Online

Google pode estar em conversas para aquisição do Twitter

Blogs especializados em tecnologia dos EUA especulam sobre possível acordo ou parceria entre serviços

Ana Conceição - Agência Estado

SÃO PAULO - Blogs especializados em tecnologia nos Estados Unidos especulam sobre uma possível compra ou parceria do serviço de mensagens Twitter pelo gigante de buscas Google Inc. Enquanto um deles diz que um acordo de compra pode sair por US$ 250 milhões, outro afirma que ambos os serviços estariam apenas negociando uma parceria em "produtos relacionados".

Tudo começou com o TechCrunch citando duas fontes que dizem que o Google estaria em negociações para comprar por mais de US$ 250 milhões uma das mais recentes sensações da internet. O valor, segundo o blog, seria menor que os US$ 500 milhões oferecidos ao Facebook alguns meses atrás. "Por quê o Google iria querer o Twitter? Temos argumentado há algum tempo que o que vale a pena no Twitter é o serviço de busca", afirmou Michael Harrington, dono do blog, que é parceiro do site do jornal Washington Post.

Uma terceira fonte disse ao TechCrunch que as discussões para aquisição ainda estão em estágio inicial e que ambas as companhias estudam trabalhar juntas em um mecanismo de buscas em tempo real.

Horas depois, o blog BoomTown, disse que a informação não procedia de acordo com "uma série de fontes". "Twitter e Google estão simplesmente engajados em discussões sobre uma parceria em serviços relacionados", disse o blog, citando uma fonte, que se referia a buscas em tempo real e o serviço de "microblog". Segundo o BoomTown haveria outras companhias interessadas na compra ou parceria com o Twitter, como a Microsoft, o Yahoo, News Corp., Time Warner, AOL, Cisco, Comcast, etc.

A popularidade do Twitter, que permite que os usuários mandem mensagens gratuitas aos amigos de até 140 caracteres, tem crescido vertiginosamente desde seu lançamento, em agosto de 2006. Até agora, contudo, o serviço não conseguiu gerar receita. Seu co-fundador, Biz Stone, disse na semana passada que espera encontrar meios de gerar caixa, incluindo a cobrança para contas comerciais, usadas por empresas. Ele afirmou que o Twitter continua focado no crescimento. Até agora, tem seis milhões de usuários. Apenas em 2008, sua taxa de crescimento foi de 900%.

Harrington, do TechCrunch, disse que se o negócio prosseguir, seria a segunda venda que os fundadores do Twitter fariam ao Google. Cinco anos atrás eles venderam o "Blogger" ao gigante de buscas. As informações são da Dow Jones.

Sunday, April 05, 2009

Para quem se interessa por cognição

Santo remédio à base de sustenidos e de bemóis

Pesquisas, teorias e livros que defendem os fins terapêuticos de certos ritmos

Sérgio Augusto (Reproduzido de O Estado de S.Paulo de 04/04/09

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090404/not_imp349798,0.php

Ruim da cabeça? Angústia? Depressão? Estresse? Hipertensão? Tiques nervosos?O divã pode ser uma solução; Prozac, Zoloft, Lexotan, Rivotril, betabloqueadores também; mas o único tratamento sem contraindicação para todos esses e outros males é a música. Seus efeitos colaterais praticamente inexistem, embora crianças assustadiças não devam ser submetidas às cortantes violinadas que Bernard Herrmann compôs para o assassinato de Janet Leigh em Psicose, sob pena de perderem o sono ou, pior ainda, sofrerem um ataque de "epilepsia musicogênica" semelhante ao que vitimou um crítico musical do século 19, chamado Nikonov, em quem a ópera O Profeta, de Meyerbeer, sempre provocava convulsões. Mas patologias como a de Nikonov são raríssimas.

Música é uma bênção para o corpo e o espírito. Pura superstição aquela história de que Tristão e Isolda poderia enlouquecer seus ouvintes mais delicados. Por ir fundo às mais recônditas regiões da psique, ativando quase todo o cérebro humano, dos centros nervosos sensitivos ao córtex pré-frontal, cerebelo, hipocampo e córtex motor, a música mexe com as atividades racionais, as emoções, a memória e os movimentos do corpo humano. Indutora de dopamina, serotonina e adrenalina, ela emociona, acalma, relaxa, enleva, consola, inspira, levanta o ânimo e excita ("Ouvimos música com os nossos músculos", apregoava Nietzsche). Já se desconfiava disso desde, pelo menos, Platão.

A musicofilia é inata no ser humano. A fala, aliás, teria derivado, segundo Darwin, da música primal que nossos ancestrais semi-humanos usavam para atrair um parceiro. Os hominídeos paleolíticos já cantavam, comprovou Steven J. Mithen em seu estudo sobre a origem da música, da linguagem, da mente e do corpo, The Singing Neanderthals (Harvard University Press), publicado em 2005.

Assim como a inteligência nada tem a ver com a sensibilidade musical (do contrário, Nabokov e João Cabral de Melo Neto, dois notórios ouvidos de chumbo, não teriam feito o que fizeram), a burrice nunca foi empecilho para o desenvolvimento de algum tipo de musicalidade, ativa e passiva. Oliver Sacks refere-se a um retardado mental que sabia de cor duas mil óperas, era um "dicionário de música ambulante" e assim foi definido num capítulo de O Homem Que Confundiu sua Mulher com um Chapéu, reaparecendo, com maior destaque, no recente Alucinações Musicais - Relatos sobre a Música e o Cérebro, também traduzido pela Cia. das Letras.

Muito se progrediu desde as especulações de William James sobre a nossa "suscetibilidade à música" (e suas propriedades sedativas, consolativas e emocionais) e o hype em torno do Efeito Mozart (as crianças ficariam mais inteligentes, as galinhas poriam mais ovos e as vacas dariam mais leite se expostas a longas audições de sinfonias e concertos do Wolfgang Amadeus). Sobretudo no campo científico, graças à dobradinha neurociência-informática, que tornou possível estudar e monitorar a complexa orquestração dos milhões de neurônios que compõem o cérebro.

Datam de meados dos anos 1960 as primeiras observações de Sacks sobre os efeitos da música em pacientes com doença de Parkinson. O estudo pioneiro de Macdonald Critchley e R.A. Henson sobre as relações da música com o cérebro, Music and the Brain, foi publicado em 1977. Mas as pesquisas nesse campo atingiram novo patamar na Universidade Médica Paracelsus de Salzburgo, na Áustria, onde a dra. Vera Brandes implantou um programa de pesquisas sobre música e medicina. Com ela, a musicoterapia ganhou (ou está prestes a ganhar) uma farmacologia.

Nada em frascos, bem entendido. Nem comprimidos, nem cápsulas, nem gotas, nem injeções de Beethoven (ou de Mantovani), nem emulsões de Scott Joplin ou soros hardrock punk estão previstos. Florais de Bach? Já bastam os que o dr. Edward Bach legou à homeopatia. O que de benéfico Johann Sebastian nos tem a oferecer está em suas fugas - e, a exemplo dos benefícios à saúde proporcionados por outros músicos e compositores, contido num artefato de armazenamento digital de áudio. É "remédio" de aplicação exclusivamente auricular, capaz de fazer nosso cérebro zunir com intensa atividade neural.

"Ouvir música de qualidade e frequentar concertos com certa regularidade rejuvenesce as pessoas", promete o dr. Michael F. Roizen, do Wellness Institute da Clínica de Cleveland, que admira e acompanha o trabalho da dra. Brandes. "Música de qualidade alivia o estresse, retarda o envelhecimento das artérias e ajuda a enfrentar fatores ambientes adversos e cancerígenos, benefícios que assistir a competições esportivas, por exemplo, não oferece", assegurou ele no congresso Mozart & Ciência, realizado em Viena, em novembro passado.

Até pode ser, mas o conceito de "música de qualidade" é relativo. O produtor de discos e neurocientista Daniel J. Levitin, autor de um livro excelente e delicioso de ler sobre o funcionamento do cérebro sob o efeito de sons harmoniosos e dissonantes, This Is Your Brain on Music (Palmer, 2006), tem uma visão bem mais eclética da sedução e da eficácia terapêutica da música. Suas análises não se limitam aos clássicos; cobrem também o jazz, o pop e o rock; de Abdul (Paula) a Zeppelin (Led). A música que me encanta e constaria da minha receita pode não ser a mesma de que o prezado (& angustiado & deprimido & estressado) leitor prefere e talvez precise aplicar em sua complexa máquina cognitiva.

Os mais estranhos sortilégios da música estão registrados em toda parte. Em seu último livro, Oliver Sacks registra dois casos extremos de musicofilia: o de um ortopedista que aprendeu música depois de atingido por um raio e o de um musicólogo inglês que teve toda a memória apagada, menos a musical. Tony Cicoria, o ortopedista atingido por um raio, saiu do choque com uma vontade louca de ouvir piano, especialmente Chopin, e em questão de meses, partindo do zero, transformou-se num pianista. Clive Wearing, o musicólogo que uma infecção meningocócica condenou à amnésia, não se lembra de nada, só das músicas que ouviu desde a infância. O próprio Sacks recuperou-se das dores num joelho avariado nas montanhas norueguesas ouvindo repetidas vezes o Concerto para Violino, de Mendelssohn.

A dra. Vera Brandes, ex-produtora de shows e concertos, responsável pelos célebres improvisos ao piano de Keith Jarrett em Colônia, em 1975, descobriu sua vocação para farmacologista musical ("a primeira do ramo", vangloria-se) quando se recuperava de um acidente de carro. Dividia o quarto do hospital com um budista, cujos parentes e amigos já entravam no recinto cantando e dançando. Vera sarou em duas semanas. A previsão era de meses.

"Só pode ter sido efeito da música", matutou. E começou a desenvolver "medicações" em forma de música, pesquisando, misturando e balanceando temas, ritmos, timbres e sonoridades, em "compostos medicinais". Primeira cobaia: sua mãe, vítima de câncer. Não a curou, claro, pois o poder de toda a escala musical não chega a tanto, mas ela durou muito mais tempo do que o previsto pelos médicos.

Para comercializar sua teoria, a dra. Brandes criou uma empresa, Sonoson, especializada em montar sistemas musicais personalizados para clínicas, que chegarão aos mercados alemão e austríaco no segundo semestre deste ano e ao americano, em 2010. Funciona assim: o paciente, depois de diagnosticado por seu médico, recebe uma espécie de iPod abarrotado de músicas, testadas em laboratório e com estímulos específicos, mais um fone de ouvido e um medidor de pulso para registrar batimentos cardíacos e outros índices fisiológicos. Parece musak de manipulação, homeopatia sonora, e é inútil, alerta a doutora, no combate a patologias complicadas e doenças infecciosas, mas tiro e queda para desordens psicossomáticas e o que ela qualifica de "doenças da civilização": ansiedade, depressão, insônia e certos tipos de arritmia.

Experiência similar ocorreu ao psicólogo americano Jeff Berger, que, a partir de dados sobre as influências da atividade musical no cérebro, fornecidos pelo dr. Gottfried Schlaug, neurologista da Escola de Medicina de Harvard, criou na internet uma emissora de rádio alternativa (sourcetone.com), "o primeiro serviço de saúde musical do mundo". Seu objetivo é promover o relaxamento, aumentar o vigor, estimular a criatividade e restaurar a felicidade dos ouvintes. Não tive tempo suficiente para testar sua eficácia. Cliquei a opção calmo/tranquilo, e na caixa de som do meu computador entrou Sade (Bullet Proof Soul), a seleção Rhythm & Blues, e , depois, Debussy (a seleção clássicos do século 20) e Joni Mitchell (jazz vocal). Não fiquei mais relaxado, nem mais criativo (de que este texto é uma prova cabal), mas meus tímpanos não se sentiram agredidos, um consolo.

Tentarei mais uma vez. Já me darei por satisfeito se diminuir a insônia.

Saturday, April 04, 2009

O futuro do jornalismo (mais uma visão)

Contribuo para a discussão do futuro do jornalismo com esse artigo publicado no site O Estado de S. Paulo do dia 23/3/09 e reproduzido pelo Observatório da Imprensa. Deixo em negrito dois párágrafos que traduzem uma preocupação que compartilho em relação ao tema.

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=530IMQ005

O leitor editor de si mesmo

Por Nicholas D. Kristof em 24/3/2009

Alguns obituários hoje em dia não estão nos jornais, mas são de jornais. O Seattle Post-Intelligencer é o falecido mais recente, exceto por um remanescente que existirá apenas no ciberespaço. E o público está buscando cada vez mais suas notícias, não nas redes de televisão abertas ou na imprensa escrita, mas garimpando online.

Quando vamos para a internet, cada um de nós se torna seu próprio editor, seu próprio vigia. Nós selecionamos o tipo de notícia e de opiniões que mais nos interessam.

Nicholas Negroponte, do Massachussets Institute of Technology (MIT), chamou esse produto noticioso emergente de The Daily Me (O Eu Diário, em tradução literal). E, se essa é a tendência, que Deus nos proteja de nós mesmos.

É por isso que há excelentes evidências de que nós geralmente não queremos de fato boa informação – mas, antes, informação que confirme nossos preconceitos. Podemos acreditar intelectualmente no choque de opiniões, mas, na prática, gostamos de nos abrigar no útero reconfortante de uma câmara de eco.

Um estudo clássico enviou mailings a republicanos e democratas oferecendo-lhes vários tipos de pesquisa política, ostensivamente de uma fonte neutra. Ambos os grupos se mostraram mais propensos a receber argumentos inteligentes que corroborassem fortemente suas visões preexistentes.

Houve também um modesto interesse em receber argumentos manifestamente tolos das visões do outro partido (nos sentimos bem quando podemos caricaturar os outros caras como estúpidos). Mas houve pouco interesse para encontrar argumentos sólidos que pudessem minar nossa própria posição.

Pensamentos semelhantes

Essa descoberta geral foi reproduzida repetidamente, como observou o ensaísta e escritor Farhad Manjoo em seu livro sensacional no ano passado: True Enough: Learning to Live in a Post-Fact Society (Verdade em termos: aprendendo a viver numa sociedade pós-fato, em tradução livre).

Permitam-me tirar uma coisa do caminho: eu mesmo às vezes sou culpado de uma busca da verdade seletiva na internet. O blog a que recorro para insights sobre o noticiário do Oriente Médio é, com frequência, o do professor Juan Cole, porque ele é inteligente, bem informado e sensato – em outras palavras, eu frequentemente concordo com ele. Sou menos propenso a ver o blog de Daniel Pipes, outro especialista em Oriente Médio que é inteligente e bem informado – mas que me parece menos sensato, em parte porque em geral discordo dele.

O efeito do The Daily Me seria nos isolar ainda mais em nossas próprias câmaras políticas hermeticamente fechadas. Um dos livros mais fascinantes do ano passado foi The Big Sort: Why the Clustering of Like-Minded America is Tearing Us Apart (A grande seleção: por que o agrupamento dos EUA que pensam igual está nos esfacelando, em tradução livre), de Bill Bishop. Ele argumenta que os americanos estão se segregando cada vez mais em comunidades, clubes e igrejas em que estão rodeados por pessoas que pensam como eles.

Quase metade dos americanos vive hoje em condados [municípios] que votam esmagadoramente ou em democratas ou em republicanos, diz ele. Nos anos 1960 e 1970, em eleições nacionais igualmente disputadas, somente cerca de um terço vivia em condados com essa característica.
"A nação se torna mais politicamente segregada – e o benefício que deveria advir de uma diversidade de opiniões é perdido para a correção que é a prerrogativa especial de grupos homogêneos", escreve Bishop.

Um estudo envolvendo 12 nações revelou que os americanos são os menos propensos a discutir política com pessoas de visões diferentes, e isso foi particularmente verdade para os bem educados. Os alunos que abandonaram o segundo grau tiveram o grupo mais diversificado de colegas de discussão, enquanto os egressos de universidades trataram de se proteger de perspectivas desconfortáveis.

O resultado disso é polarização e intolerância. Cass Sunstein, um professor de Direito de Harvard que agora trabalha para o presidente Barack Obama, realizou uma pesquisa mostrando que quando liberais ou conservadores discutem questões como ação afirmativa ou mudança climática com pessoas que pensam da mesma maneira, suas visões se tornam rapidamente mais homogêneas e mais extremadas do que antes da discussão.

Por exemplo, alguns liberais, em um estudo, inicialmente se preocupavam com a possibilidade de que ações sobre a mudança climática pudessem prejudicar os pobres, enquanto alguns conservadores foram simpáticos a uma ação afirmativa. Mas, após discutirem a questão com pessoas de pensamentos parecidos por apenas 15 minutos, os liberais ficaram mais liberais e os conservadores, mais conservadores.

Esforço diário

O declínio da mídia noticiosa tradicional acelerará a ascensão de The Daily Me, e nós ficaremos menos irritados com o que lemos e teremos a nossa sabedoria confirmada com mais frequência. O perigo é que essas "notícias" selecionadas por nós mesmos atuam como narcóticos, nos embalando num estupor autoconfiante pelo qual percebemos em pretos e brancos um mundo que tipicamente se desenrola em cinzentos.

Então, qual é a solução? Deduções fiscais para liberais que assistirem a Bill O´Reilly ou conservadores que assistirem a Keith Olbermann? Não, até que Obama nos dê um serviço de saúde universal, não podemos nos arriscar a um forte aumento nos ataques cardíacos.
Então, a única maneira de avançar talvez seja cada um de nós se esforçar para elaborar intelectualmente com parceiros adversários cujas visões deplora. Pense nisso como um exercício mental diário análogo a uma ida à academia; se você não malhar até suar, não conta.

Agora me deem licença que vou ler a página editorial do Wall Street Journal.